11 de out de 2008

MULHERÃO!

Toda mulher já quis ter "aquele" corpo invejável, barriga de tanquinho, comissão de frente, detrás e todas as possíveis que Deus ou qualquer cirurgiazinha pudesse a proporcionar, ou seja, ser aquele mulherão.
E para o mesmo, não são poupados esforços; ir à academia por obrigação, cházinhos verde, branco, colorido ou seja lá que cor, massagens que as deixam roxas, alimentos sem açúcar, sem colesterol, sem tudo! Menos o colágeno, é claro! Onde já se viu conquistar o corpo de mulherão e não poder sustentá-lo até a velhice? A tão temida velhice.
São drenagens linfáticas, consultas ao endocrinologista, ao personal trainer, nutricionista, benzedeira ou mãe-de-santo, conforme o gosto ou crença. Qualquer promessinha pode garantir suspiros alucinados ao passar na rua; os gritos de 'gatinha', 'gostosona' e aquela virada que quase quebra o pescoço do cidadão quando vê o mulherão andar com o seu típico rebolado.
Mas as mesmas, enquanto desenvolvem músculos para deixar as pernas torneadas, parecem que ao tentar sumir com as estrias e celulite, também acabam atrofiando o seu intelecto. Ficam tão fixadas em decorar os nomes de todos os telefones de clínicas estéticas de bronzeamento artificial que deixam de lado algo que já foi muito requisitado, o intelecto. Mas hoje, para elas que querem garantir o corpão com a finalidade de encontrar o homem de seus sonhos, aquele com carro do ano, casa de praia, alto, musculoso, com o mesmo estereótipo, possivelmente herdeiro, isso não é cobrado(até porque o mesmo não tem capacidade para tanto).
"Cultura? O que é isso?"-pergunta o mulherão."É algo que você não tem!" poderá responder seu filho em um futuro próximo, quando ela descobrir, que depois de um casamentão, a única responsabilidadezinha que restou para ela, foi ter filhos. Como um animal. Ela é a mesma que não entenderá de política, nem ao menos o contexto da poesiazinha que foi apresentada na escolinha de sua filhinha do "Dia das Mães".
E depois, quando a tão medonha velhice se faz presente, resolve fazer uma visitinha, não há spa que a deixará tão atraente quanto fora. Seu marido igualmente medíocre não soube conter o dinheirão. E hoje ambos têm a companhia um do outro; de corpo, claro. Conversa não vai para frente. Do que adianta ter um corpão, se na gerência do mesmo, há uma cabecinha?