27 de mar de 2009

FILHOS DE UMA GERAÇÃO OPRIMIDA

Contrapondo à imagem dos jovens de muito tempo atrás, revolucionários e estudiosos que marcaram sua época, atualmente nos deparamos com seres de mesma faixa etária, mas que no entanto se tornam cada vez mais desencantados, desencantadores e sem ideologia a defender.
Os adultos de hoje, que sofreram com as proibições estabelecidas pelos seus pais conservadores, não querem que seus filhos passem pelos mesmos aborrecimentos e frustrações, e então acabam cedendo aos desejos de sua prole, não tendo coragem de dizer não. Essa permissividade cada vez maior faz com que os adolescentes façam uma confusão entre liberdade e libertinagem, que somada à falta de punidade e à carência de diálogo e de um bom exemplo a ser seguido, resultam na perda do superego dos mesmos, que deixam de ser guiados pelos seus pais e passam a ser influenciados pela mídia, reguladora da opinião pública e ditadora de padrões sociais mal-estruturados.
Mesmo com o decrescente preconceito dentro da juventude, em muitos planos hoje podemos analisar uma grande irresponsabilidade social que é decorrente de uma sociedade individualista que só almeja a conquista de um emprego com estabilidade financeira, até porque os jovens precisam de muito dinheiro para garantirem o que ambicionam. Não há mais lideranças em movimentos revolucionários, o motivo ao certo não sabemos: seria apenas o descaso em relação ao próximo ou a herança de uma castração de ideais que se sucedeu no período militar brasileiro? Nos resta ainda uma indagação: Ao vermos que a censura pela qual a China passa atualmente é semelhante à sofrida pelo Brasil há quase cinquenta anos atrás, podemos concluir que os jovens Chineses, que hoje são tão aplicados e respeitados, se tornarão tão desinteressados quanto a mocidade Brasileira do presente?
Da mesma forma como hoje a tecnologia e informação são alcançadas pela população de nível financeiro mais baixo, assim como a Internet que expõe todos a pessoas de má índole disfarçadas, as drogas, que antes tinham espaço principalmente na periferia, hoje são encontradas nos mais diversos segmentos sociais. Os "quase adultos", como gostam de proclamar sua independência, passam a usar drogas e tomar bebidas alcoólicas como um passaporte para pertencer "à turma". O "Carpe Diem" é levado tão ao pé da letra que os indivíduos analisados em questão não medem as consequências de seus atos, se preocupando apenas com a Lei de Menor Esforço que geralmente acarreta em um processo de marginalização.
Portanto, para reverter essa situação, é necessário que os pais estejam mais atentos à educação de sua descendência, passando noções de limite e mostrando que a vida nem sempre nos oferece aquilo que necessitamos, e para conseguir ser alguém que passa pelo mundo sendo notado é necessário primeiramente honestidade e discernimento, e posteriormente, uma boa dose de luta e força de vontade.