6 de fev. de 2009

NOVELA BARATA EM TERRAS TUPINIQUINS

E então estreia na maior emissora do país uma novela de muito baixo custo; o Big Brother Brasil com: atores mal-pagos, de esteriótipos comuns para melhor identificação do público, cenário e figurino únicos, sem contar o enredo que se repete a cada ano. No entanto, os ganhos provenientes desse teatro que valoriza o internacional, o fútil e o inútil não são poucos; e, capaz de mexer tanto com o psicológico dos telespectadores preocupados com a vida alheia, que os mesmos se veem na obrigação de assistir todos os dias e ligar semanalmente, colocando mais dinheiro, além do que provem dos patrocinadores, nos bolsos de quem controla o Brasil propagando a cultura de acefálicos.
Tal programa é como uma bomba lançada no intelecto de jovens brasileiros que deixam de lado o diálogo familiar para tomar como exemplo de vida pessoas inertes, que ganham dinheiro fácil e traduzem o cigarro como uma demonstração de status social. Grande parte da nação promove o participante do jogo com mais baixa renda financeira como "o coitado que merece o bônus", todavia não olham abaixo do próprio nariz quantos que da mesma forma vivem e são impressos como bêbados.
A solução para esse obstáculo presente na cultura brasileira seria o público tomar consciência de que estão sendo manipulados; reclamam do governo, mas se contradizem sabendo o nome de todos os integrantes nos quais votaram nos paredões e nem ao menos recordarem quando houve as últimas eleições presidenciais. A culpa não é da Rede Globo se o programa educativo "Globo Ciência" passa às seis horas da manhã e o "BBB" em horário nobre, mas sim do mercado que possui tais demandas.